Nossa história através das redes sociais

Prefácio
(nota histórica na internet – primeiro post de blog que possui prefácio)

Noutro dia, em um momento nostálgico (não EMO) relembrei dos meus tempos no colégio e fui logo acessar o Orkut para ver se tinha alguma comunidade da minha velha escola, quem sabe com meus velhos e desaparecidos amigos. E encontrei! Fotos deles nos dias de hoje, o que fazem, em que se formaram, suas esposas, filhos e filhas. Achei desde notícias sobre mudança de dono do colégio até filhos de velhos professores dando notícias sobre os mesmos na comunidade. Velhos alunos, com seus mais de 40 anos, pedindo para estes filhos de professores dizerem para seus pais que só se formaram em X por causa deles, que só se tornaram médicos, engenheiros, físicos graças e estes professores..

Desde que li estes tópicos no Orkut nasceu uma vontade de escrever sobre a importância das redes sociais na conservação da nossa história como seres humanos e indivíduos, que se relacionam e aprendem com tantas pessoas que com o passar do tempo perdemos contato. São momentos que tivemos e já se foram na história, mas que para sempre ficarão guardados lá – na internet, através das redes sociais.

Assim nasceu a idéia deste post..

Capítulo 1

(e lá se vão metade dos leitores)

Quando eu e a maioria de vocês éramos pequenos, a conservação física das nossas lembranças e a de nossas famílias ficavam concentradas em simplórios envelopes ilustrados com um selinho da Kodak. Estes sagrados envelopes tinham a missão de registrar todos os momentos de uma família para serem repassados de geração a geração.

E assim, a cada festa familiar lá vinha aquele primo descolado ou aquele padrinho informatizado carregando um pedaço de tijolo com uma lente na frente, sempre prontos para registrar no mundo da história mais dos momentos da família.

Mas o mundo não é perfeito, certo? E com os anos as fotos impressas vão sumindo…sumindo..sumindo… até se tornarem retângulos esbranquiçados – que não dizem nada.

Pois é, e assim perdíamos partes de nossa história e a de nossa família.. e todos ficaram infelizes para sempre…

Até a Kodak //sempre ela// lançar a primeira câmera digital disponível comercialmente em 1990, que se popularizou em meados de 2001. A partir de então já poderíamos registrar eternamente em nossos HD’s as memórias de nossas famílias e momentos. Contudo, somos, por natureza, pessoas sociáveis e não nos agüentaríamos em simplesmente deixar as fotos no computado né? Ai nasceu a paquerinha com foto no IRC e ICQ, aquele perfilzinho bobo no ‘Amigos Virtuais’ da UOL (desenterrei hein) que se transformou no profile de Orkut, que terminou como um álbum de fotos no Flickr ou no Fotolog – e é ai que entra o papel das redes sociais na preservação dos momentos e fases da nossa vida.

Agora, diante da existência de tantas redes sociais, cada uma com sua finalidade, conseguimos reconstruir grande parte de nossa história, a de nossos amigos e a de nossas famílias através de ferramentas colaborativas.

Usando o Last FM posso criar tanto uma playlist com as músicas que ouço hoje, como uma com as músicas que eu ouvia na minha adolescência, e muito do meu estilo mudou. Meus amigos no Last FM facilmente descobrem que já passei por uma fase hardcore, uma mais gótico/alternativo, bossa nova, jazz, até chegar no meu padrão musical de hoje – que, acreditem, ainda vai mudar a medida que os anos se passam. E quem acessar o meu perfil no Last FM daqui a 30 anos vai poder ver cada estilo e banda que curti, e como meu gosto evoluiu (ou regrediu.rs).

E a conservação de nossa história através das redes sociais vai além, tem casais que filmam com o celular o seu primeiro beijo e o publicam no You Tube (pasmem), beijo este que o filho deles um dia vai poder acessar e ver, talvez o neto até..

Há quem publique as fotos do casamento e dos filhos pequenos no Orkut, marca as empresas por onde trabalhou e ex-colegas de trabalho no Linkedin, as faculdades onde estudou no Facebook e assim vamos registrando toda nossa história, nossa vida, na internet – fonte esta inesgotável em quantidade de armazenamento de informação, acessível para qualquer pessoa no mundo todo, nesse século, no próximo, no tempo que for!

O resultado dessa evolução social e tecnológica é a nossa realidade hoje - somos mais que colaboradores nessa grande massa social que interage mutuamente com ferramentas, pessoas e marcas. Somos indivíduos cuja história poderá ser contata com enorme grandeza de detalhes, no tempo que for, por qualquer pessoa do mundo, mesmo que esta pessoa sequer tenha nos conhecido!

Estamos e estaremos aqui, registrados, enquanto houver internet, enquanto houver mundo…enquanto houver pessoas, vivendo e gravando suas histórias…em simbólicas fotos digitais, em listas de músicas, em vídeos de 30 segundos… em redes sociais.

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One Response

  1. Em casa sempre usamos filmes Fuji, e não abro mão das fotos para registrar minhas lembranças…

    Cláudia Midori - September 16th, 2008 at 7:55 am

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